Era a manhã da última sexta-feira. Abri os olhos e, ainda na cama, estava scrollando o feed do Instagram. São tantas horas diárias na frente do celular que eu tenho medo de fazer os cálculos do quanto tempo de vida eu perdi e entrar em colapso mental. Essa angústia me acompanha há bons anos, me corroendo de dentro pra fora, sempre analisando como eu (e o planeta todo, convenhamos) tô refém das bigtechs, deixando que minha memória, atenção, individualidade e vida escorram pelos meus dedos. Com essa merda toda martelando na minha cabeça, postei um tweet que viralizou:
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| 17 mil likes: ninguém aguenta mais essa sensação |
Ter viralizado no Twitter justamente por causa de uma dor que me incomoda tanto foi o combustível pra estar aqui hoje criando esse blog. Incrível como toda a performance das redes sociais nos cobram uma perfeição absurda. Mesmo aqui, sabendo que não serei lido (ou serei?), fico ansioso por não ser o melhor escritor e pela possiblidade de passar vergonha (???)
Ahh, o nome Tem alguém lá fora? brinca com a pergunta de quem tá tão alienado dentro das redes sociais que nem sabe mais da existência de blogs e indie web.
E, sim, tem alguém aqui fora.

Sensacional!
ResponderExcluirque legal, mas vai ser sobre o que o seu nicho? ansioso pra descobrir, sucesso amore ✨
ResponderExcluirPERFEITO
ResponderExcluirPois é, amigo. Esses sentimentos dentro de vc são o zeitgeist de hoje. E sim, vai ser lido!
ResponderExcluirAdorei a reflexão, aguardo novos textos e espero ficar mais aqui do lado de fora !
ResponderExcluirBoa sorte com seu blog! O caminho é esse mesmo, parabéns!
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